Mais um pouco sobre neurogênese
dezembro de 2013
Ricardo Schinaider de Aguiar
| Sebastian Kaulitzki/Shutterstock |
Há algum tempo os cientistas já sabem que a D-serina,
substância secretada por células do sistema nervoso chamadas astrócitos,
tem potencial para intensificar a proliferação de células neurais.
Recentemente pesquisadores da Universidade de Lausanne, na Suíça,
aplicaram a D-serina pela primeira vez no cérebro de camundongos. A
substância não apenas intensificou o processo de criação de novas
células, a neurogênese, mas também provocou o aumento da taxa de
sobrevivência dos neurônios recém-formados.
“Juntos,
esses resultados são relevantes para compreendermos o efeito da
D-serina no processo de aprendizado e formação de novas memórias”,
escrevem os autores do artigo, coordenados por Sebastien Sultan e
publicado na revista Frontiers of Neuroscience. “O desempenho dos
animais em tarefas de aprendizado é fortemente relacionado com a taxa de
neurogênese no hipocampo de adultos. Portanto, ao aumentar a
neurogênese, a D-serina pode favorecer processos relacionados ao
aprendizado.”
Ao longo de oito dias, a substância foi aplicada diariamente no hipocampo dos roedores com 2 meses de vida, já considerados adultos. Essa região do cérebro está relacionada à formação de memórias e ao aprendizado e é um local onde a neurogênese pode ocorrer naturalmente. Também foram aplicados biomarcadores, o que tornou possível a identificação posterior de novos neurônios no cérebro dos animais. Quando comparados com grupos-controle, os camundongos que receberam a D-serina apresentaram no cérebro quantidades significativamente maiores de neurônios recém-formados. Além disso, a proporção desses neurônios que chegaram a uma fase madura também foi maior. Os pesquisadores, porém, ressaltam que mais estudos são necessários para melhor elucidar os efeitos da D-serina e sua relação com o aprendizado.
Ao longo de oito dias, a substância foi aplicada diariamente no hipocampo dos roedores com 2 meses de vida, já considerados adultos. Essa região do cérebro está relacionada à formação de memórias e ao aprendizado e é um local onde a neurogênese pode ocorrer naturalmente. Também foram aplicados biomarcadores, o que tornou possível a identificação posterior de novos neurônios no cérebro dos animais. Quando comparados com grupos-controle, os camundongos que receberam a D-serina apresentaram no cérebro quantidades significativamente maiores de neurônios recém-formados. Além disso, a proporção desses neurônios que chegaram a uma fase madura também foi maior. Os pesquisadores, porém, ressaltam que mais estudos são necessários para melhor elucidar os efeitos da D-serina e sua relação com o aprendizado.
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