Reações emocionais
Reações emocionais e amnésia – Locais no Hipotálamo
A perda da memória (amnésia) para fato recentes ou antigos ocorre
quando o cérebro perde a capacidade de processar e armazenar informações
obtidas a curto, seja por mau funcionamento das células nervosas
causada por um traumatismo craniano, um tumor cerebral, uso indevido de
medicações ou deficiência de vitamina B, seja devido a um trauma
psicológico que inibe as lembranças, como nos casos de luto por perda de
um familiar muito querido.
A perda da memória pode ser transitória ou permanente. No primeiro
caso, o paciente perde a noção de quem é, o que faz, o que aconteceu,
mas aos poucos – ou até imediatamente – retoma as lembranças. No
segundo, mais comum em casos pós-traumáticos, os efeitos são
irreversíveis. O tratamento, quando possível e se necessário, é feito
com base na psicoterapia.
Nas porções mais interna do lobo temporal, o seu córtex se contorce
em uma sinuosidade chamada de hipocampo, sede das memórias mais
duradouras e fundamentais para o relacionamento com o mundo que nos
cerca. Quando está região sofre uma lesão, como aconteceu com o paciente
citado, a pessoa fica incapaz de lembrar os nomes das pessoas com quem
está conversando e fica perguntando repetidas vezes o nome dessa pessoa.
Centros da memória – A hipófise; hipotálamo; sistema
límbico; locus coeruleus e córtex cerebral são áreas do cérebro
envolvidas tanto na memória como nas atividades emocionais. Nesta áreas
foram encontrados grande quantidades de receptores celulares de
esteróides sexuais, e evidentemente, a natureza não distribuiria estes
receptores se eles não exercessem ações específicas nestas áreas.
Estudos têm demonstrado que a adição de estrogênio a culturas in
vitro de neurônios diferenciados da amígdala e do hipotálamo prolongam
as suas sobrevidas. Assim, os estrogênios podem atuar diretamente no
neurônio, promovendo a sua sobrevida ou estimulando a produção neuronal
de um fator neurotrófico. Um destes fatores é o fator de crescimento
neuronal (NGF), produzido por neurônios colinérgicos que originam-se nos núcleos do prosencéfalo basal.
Estes núcleos são as principais fontes de inervação colinérgica do
hipotálamo, hipocampo, sistema límbico e córtex cerebral. Este sistema
colinérgico está envolvido na maioria das funções da memória.
Área comportamentais do cérebro – As áreas grísea
periaquedutal e a tegmentar ventral estão relacionada com as
manifestações comportamentais. A amigdala (também chamada de complexo
amigdalóide é o “botão de disparo” das reações emocionais. O hipotálamo e
o troncoencefálico respondem pelas manifestações fisiológicas.
Diante das ações estrogênicas sobre o SNC, podemos imaginar que o
climatério, caracterizado pela falência progressiva da função ovariana,
acarretará várias e, às vezes, profundas alterações, num espectro que
vai desde depressão e diminuição da capacidade cognitiva até quadros que
envolvemos reflexos sensomotores, o equilíbrio, o parkinsonismo e a
demência senil do tipo Alzheimer.
Os neurônios deste sistema colinérgico são os que sofrem as primeiras
e mais pronunciadas alterações degenerativas vistas no desenvolvimento
da doença de Alzheimer.
As pacientes obesas são menos propensas a desenvolver a doença de
Alzheimer, e este fato pode estar relacionado com a maior produção
extra-ovariana de estrogênios que ocorre no tecido adiposo.
Referências:
Kaster S, Ungerleider LG – Mechanisms of visual attention in the human cortex. Annual Reviews of Neuroscience 2000,23:315-341.
Lent R – Cem Bilhões de Neurônios: Conceitos Fundamentais de Neurociência. São Paulo, Editora Atheneu 2001
Purves D, Augustine GJ, Fitzpatrick D, Katz LC, et al Cap 24.
Cognition. In LaMantia AS & McNamara JO – Neuroscience Sinauer
Associates, Sunderland, EUA 1997,p.465-482.
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